Psicólogo Luti Christóforo reflete sobre os vínculos afetivos em uma sociedade marcada pelas telas e pela comunicação instantânea
Em
uma época em que é possível conversar instantaneamente com pessoas do mundo
inteiro, nem sempre se encontra alguém com quem compartilhar aquilo que
realmente se sente. A conexão por telas, redes sociais e mensagens faz parte da
rotina, mas não significa, necessariamente, a construção de vínculos
verdadeiros. Para o psicólogo clínico Luti Christóforo, essa diferença merece
atenção.
A tecnologia aproximou quem está longe, permitindo que amizades e
relacionamentos atravessem fronteiras. Ao mesmo tempo, porém, pode estar
afastando quem está perto. Não é raro encontrar pessoas reunidas à mesma mesa,
mas cada uma concentrada no próprio celular, ou casais que dividem o mesmo
espaço físico, mas pouco compartilham de suas experiências emocionais.
Segundo Christóforo, o WhatsApp, as redes sociais e os aplicativos de
relacionamento ampliaram as possibilidades de comunicação e de encontro. O
problema não está necessariamente nessas ferramentas, mas na maneira como são
utilizadas. A necessidade constante de verificar mensagens, acompanhar
publicações e buscar novas interações pode ocupar o espaço antes dedicado à
convivência, à escuta e à construção de intimidade. Uma pessoa pode conversar
com muitas outras ao longo do dia e, ainda assim, sentir falta de uma conexão
que vá além das telas.
A solidão, portanto, nem sempre significa estar sozinho. É possível ter família,
amigos, relacionamentos e uma vida social ativa e, ainda assim, sentir que
ninguém conhece profundamente seus sentimentos e experiências. Em uma sociedade
que valoriza a produtividade e a independência, muitas pessoas escondem suas
angústias e têm dificuldade para reconhecer que também precisam de acolhimento
e companhia.
O psicólogo explica que a psicoterapia pode ser um espaço importante para
compreender esses sentimentos, reconhecer padrões que dificultam os
relacionamentos e desenvolver novas formas de conexão consigo mesmo e com os
outros. Ela não substitui os vínculos afetivos, mas pode ajudar a construir
relações mais conscientes e significativas.
Para Christóforo, um dos grandes desafios do tempo atual é reaprender a estar
presente. Usar a tecnologia para aproximar, sem permitir que ela substitua a
convivência, escutar sem distrações, cultivar amizades e permitir que os
relacionamentos se aprofundem são caminhos para fortalecer os vínculos. Em um
mundo que oferece tantas formas de comunicação, permanece a reflexão sobre até
que ponto as pessoas estão realmente se conectando ou apenas evitando a
experiência de estar sozinhas.
Serviço: Luti
Christóforo | Psicólogo clínico
CRP 08/18577
(41) 99809-8887
@luti.psicologo
lutipsicologo@gmail.com
youtube.com/@lutipsicologo

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