Queda de temperatura altera humor, energia e comportamento, mas rotina pode equilibrar o cérebro
Com a chegada das temperaturas
mais baixas em Curitiba, quando os termômetros já começam a marcar entre 14 °C
e 15 °C, muitas pessoas relatam cansaço, falta de motivação e até mudanças no
apetite. O que poucos sabem é que essas reações não são apenas emocionais, mas
têm uma explicação biológica. O cérebro humano, ainda adaptado a padrões
naturais de sobrevivência, responde ao frio como um sinal de escassez,
influenciando diretamente o comportamento e a saúde mental.
Segundo o neurocientista e
hipnoterapeuta Renê
Skaraboto, o organismo ainda opera com base em mecanismos primitivos. “O
nosso cérebro foi moldado ao longo de milhões de anos para viver na natureza,
respeitando ciclos como o dia e a noite e as estações do ano. Quando a
temperatura cai, ele entende que precisa economizar energia, como se estivesse
se preparando para um período de poucos recursos”, explica.
Esse mecanismo ajuda a entender
por que, nos dias mais frios, tarefas simples como sair da cama ou manter a
rotina de exercícios se tornam mais difíceis. A redução da luz solar, comum
nessa época do ano, também interfere diretamente na disposição. “Quando o dia
fica mais curto e o sol aparece menos, o cérebro interpreta que ainda não é
hora de estar ativo. Isso impacta o humor, a energia e até a produtividade”,
destaca.
Outro efeito comum é o aumento do
apetite, especialmente por alimentos mais calóricos. Isso acontece porque o
corpo precisa gastar mais energia para manter a temperatura interna estável, em
torno de 36 °C. “Existe uma tendência natural de buscar alimentos mais
energéticos, como doces e comidas mais gordurosas, porque o organismo está
tentando compensar essa demanda maior de energia”, afirma Skaraboto.
Apesar das mudanças naturais, é
possível minimizar os impactos do frio na saúde mental com ajustes estratégicos
na rotina. Uma das principais recomendações é adaptar os horários das
atividades ao clima. “Não faz sentido manter exatamente a mesma rotina do
verão. Pequenas mudanças, como treinar no fim da tarde em vez da manhã, podem
ajudar a manter a consistência ao longo do tempo”, orienta.
A exposição à luz solar, mesmo
que breve, também é essencial nesse período. Em cidades como Curitiba, onde os
dias nublados são frequentes no inverno, aproveitar qualquer momento de sol
pode fazer diferença significativa. “Mesmo alguns minutos de exposição já
ajudam na produção de vitamina D e na regulação do humor”, ressalta.
Além disso, manter uma
alimentação equilibrada é fundamental para evitar excessos típicos da estação.
Embora o aumento da fome seja esperado, o ideal é buscar alternativas saudáveis
que sustentem o corpo sem comprometer a saúde a longo prazo.
Para o especialista, o mais
importante é entender que essas mudanças são naturais, mas não precisam
comprometer a qualidade de vida. “O frio exige adaptação, não paralisação.
Quando a gente entende como o cérebro funciona, consegue criar estratégias mais
inteligentes para manter o equilíbrio emocional e a produtividade”, conclui.
Serviço:
Hipnose para Todos
Renê
Skaraboto
Neurocientista
e Hipnoterapeuta
(41)
99692-9774
@hipnose_para_todos
www.clinicahipnoseparatodos.com.br
Ed. Batel
Executive Center
Travessa
João Turin, nº 37, sala 601, 6º andar, Água Verde, Curitiba/PR.

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