Além do diploma, jovens precisam desenvolver habilidades comportamentais para conquistar espaço no mercado de trabalho cada vez mais orientado por atitudes, relacionamento e inteligência emocional
Durante
muitos anos, concluir uma graduação foi visto como o principal caminho para
garantir uma carreira de sucesso. Hoje, porém, o mercado de trabalho mudou. O
diploma continua sendo importante, mas empresas passaram a avaliar um conjunto
muito mais amplo de características nos profissionais, incluindo capacidade de
adaptação, comunicação, liderança, inteligência emocional e comportamento
diante dos desafios. Para especialistas, a formação profissional deixou de
terminar na universidade e passou a ser um processo contínuo.
A
chamada empregabilidade moderna exige que os jovens compreendam que
conhecimento técnico é apenas uma parte da construção de uma carreira sólida.
Em um cenário marcado por transformações tecnológicas, inteligência artificial
e mudanças constantes nas profissões, as empresas buscam profissionais capazes
de aprender continuamente e, principalmente, de transformar conhecimento em
atitudes e resultados.
Segundo
o terapeuta comportamental e especialista em desenvolvimento humano Saulo Coelho, uma das maiores mudanças no
mercado está justamente na valorização do comportamento como diferencial
profissional. "Existe uma frase muito conhecida no mundo corporativo que
diz que as pessoas são contratadas pelo currículo e muitas vezes são desligadas
pelo comportamento. Isso acontece porque uma empresa pode ensinar processos e
ferramentas, mas desenvolver postura, responsabilidade, comunicação e
maturidade emocional exige um trabalho mais profundo", afirma.
Para
o especialista, muitos jovens entram no mercado de trabalho preparados
tecnicamente, mas ainda não desenvolveram competências fundamentais para
crescer profissionalmente. Saber receber feedback, lidar com pressão, trabalhar
em equipe, assumir responsabilidades e construir relacionamentos saudáveis são
habilidades que influenciam diretamente a trajetória de uma carreira.
"O
jovem precisa entender que a faculdade é uma etapa, não o ponto final da
formação. O aprendizado precisa continuar durante toda a vida profissional. Mas
esse desenvolvimento não deve estar restrito apenas a cursos técnicos. É
necessário olhar para dentro, compreender seus padrões de comportamento, seus
pontos fortes e aquilo que precisa ser aprimorado", explica Saulo.
Outro
fator que ganhou relevância nos processos seletivos é a análise de perfil
comportamental. Empresas buscam profissionais alinhados à cultura
organizacional, capazes de colaborar, resolver problemas e se adaptar às
mudanças. Mais do que preencher uma vaga, os recrutadores avaliam como aquela
pessoa irá se relacionar com equipes, clientes e desafios do dia a dia.
De
acordo com Saulo Coelho, o planejamento de carreira dos jovens precisa incluir
uma reflexão sobre quem eles querem se tornar profissionalmente. "Muitos
jovens perguntam qual profissão escolher, mas poucas vezes perguntam qual
profissional desejam ser. A carreira não é construída apenas pelos cargos
ocupados, mas pelas atitudes repetidas diariamente. O comportamento é uma
escolha que influencia oportunidades, relacionamentos e resultados",
destaca.
O
especialista defende que pequenas mudanças de comportamento podem gerar grandes
impactos na vida profissional. Desenvolver disciplina, melhorar a comunicação,
aprender a ouvir, criar o hábito de buscar conhecimento e assumir protagonismo
são atitudes que ajudam o jovem a construir uma carreira mais consistente.
"O
mercado está procurando pessoas preparadas para resolver problemas, não apenas
pessoas com certificados. O conhecimento abre portas, mas o comportamento
determina até onde essa pessoa consegue chegar. Quem aprende continuamente e
desenvolve inteligência comportamental aumenta suas chances de construir uma
trajetória profissional mais sustentável", conclui Saulo.
Serviço: Saulo Coelho
Terapeuta Comportamental de Líderes
@saulocoelhopontocom

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