Espetáculo “Ficções”, com Vera Holtz e escrito por Rodrigo Portella, retorna a Curitiba após grande sucesso pelo Brasil
Montagem inspirada no best seller “Sapiens”, de
Yuval Noah Harari, já foi assistida por mais de 160 mil pessoas
e tem apresentações no Teatro Guaíra nos dias 27 e 28 de fevereiro. Ingressos à
venda pelo Disk Ingressos
Vera Holtz instiga a plateia, conversando, improvisando e
conversando com o filósofo, além de interagir no palco com o músico Federico
Puppi (Créd. Flavia Canavarro)
Nos dias 27 e 28 de fevereiro, às 21h, o Teatro Guaíra recebe “Ficções”, aclamado espetáculo que tem como ponto de partida o livro “Sapiens - uma breve história da humanidade”, do professor e filósofo Yuval Noah Harari.
A obra, que vendeu
mais de 23 milhões de cópias em todo o mundo, teve seus direitos comprados pelo
produtor Felipe Heráclito Lima, idealizador do espetáculo, que foi
escrito e encenado por Rodrigo Portella.
Interpretando
diferentes personagens do livro de Harari, assim como outras criadas por
Portella, Vera Holtz instiga a plateia, conversando, improvisando e
conversando com o filósofo, além de interagir no palco com o músico Federico
Puppi, autor e performer da trilha sonora original. Em alguns momentos,
Vera encarna a narradora, em outros, é a própria atriz falando.
“Eu gosto muito
desse recorte que o Rodrigo fez, de poder criar e descriar, de trabalhar com o
imaginário da plateia”, destaca Vera. “O desafio é essa ciranda de
personagens, que vai provocando, atiçando o espectador. Não se pode
cristalizar, tem que estar o tempo todo oxigenada”, completa. Rodrigo
Portella concorda: “É um espetáculo íntimo, quem for lá vai se
conectar com a Vera, ela está muito próxima, tem uma relação muito direta com o
espectador”.
Publicado em 2014, o
livro de Harari afirma que o grande diferencial do homem em relação às outras
espécies é sua capacidade de inventar, de criar ficções, de imaginar coisas
coletivamente e, com isso, tornar possível a cooperação de milhões de pessoas –
o que envolve praticamente tudo ao nosso redor: o conceito de nação, leis,
religiões, sistemas políticos, empresas etc. Mas também o fato de que, apesar
de sermos mais poderosos que nossos ancestrais, não somos mais felizes que
esses. Partindo dessa premissa, o livro indaga: estamos usando nossa
característica mais singular para construir ficções que nos proporcionem,
coletivamente, uma vida melhor?
“É um livro que
permite uma centena de reflexões a partir do momento em que pensamos como
espécie e que, obviamente, dialoga com todo mundo. Acho que esse é o principal
mérito da obra dele”, analisa Felipe H. Lima, que comprou os
direitos para adaptar o livro para o teatro em 2019.
Instigado pelas
questões trazidas na obra e pela inevitável analogia com as artes cênicas – por
sua capacidade de criar mundos e narrativas – o encenador Rodrigo Portella
criou um jogo teatral em que a todo momento o espectador é lembrado sobre a
ficção ali encenada: “Um dos principais objetivos é explorar o sentido de
ficção em diversas direções, conectando as realidades criadas pela humanidade
com o próprio acontecimento teatral”, resume.
Para a empreitada, Rodrigo
contou com a interlocução dramatúrgica de Bianca Ramoneda, Milla
Fernandez e Miwa Yanagizawa: “Mesmo sem colaborar diretamente no
texto, elas foram acompanhando, balizando a minha criação, foram conversas que
me ajudaram a alinhar a direção, o caminho que daria para o espetáculo”,
conta.
Quando foi chamado
para escrever e dirigir, Portella imaginou que iria pegar pedaços do
livro para transformar em um espetáculo: “Ao começar a ler, entendi que não
era isso. Era preciso construir uma dramaturgia original a partir das premissas
do Harari que seriam interessantes para o espetáculo. Em nenhum momento, no
entanto, a gente quer dar conta do livro na peça. Na verdade, é um diálogo que
a gente está estabelecendo com a obra”, enfatiza. A estrutura narrativa foi
outro ponto determinante no propósito do espetáculo: “Eu queria fazer uma
peça que fosse espatifada, não é aquela montagem que é uma história, que pega
na mão do espectador e o leva no caminho da fábula. Quis ir por um caminho onde
o espectador é convidado, provocado a construir essa peça com a gente. É uma
espécie de jam session. É uma performance em construção, Vera e Federico
brincam com tudo, com os cenários, tem uma coisa meio in progress”,
descreve.
As sessões em
Curitiba celebram as mais de 400 apresentações do espetáculo, que foi assistido
por mais de 160 mil em seus três anos ininterruptos em cartaz. Os ingressos
estão à venda pelo Disk Ingressos com valores a partir de R$25 (mais taxas).
“Ficções” é apresentado pelo Ministério da Cultura | Governo do Brasil - Do lado do povo brasileiro, com realização da SevenX, da Estufa de Ideias e da AR27 Produções Artísticas. As sessões contarão com acessibilidade e intérprete de Libras. Acompanhe as novidades por meio da redes sociais oficiais, pelo Instagram @ficcoesespetaculo, pelo TikTok @ficcoespetaculo ou pelo Facebook.com/ficcoesespetaculo.
Ficha Técnica:
VERA HOLTZ em FICÇÕES
Inspirada no livro Sapiens – Uma breve história da humanidade,
de Yuval Noah Harari
Idealizada por Felipe Heráclito Lima
Escrita e encenada por Rodrigo Portella
Performance e Trilha Sonora Original: Federico Puppi
Interlocução dramatúrgica: Bianca Ramoneda, Milla Fernandez e
Miwa Yanagizawa
Assistente de direção: Cláudia Barbot
Cenário: Bia Junqueira
Figurino: João Pimenta
Iluminação: Paulo Medeiros
Preparação corporal: Tony Rodrigues
Preparação vocal: Jorge Maya
Programação Visual: Cadão
Fotos: Ale Catan
Direção de produção: Alessandra Reis
Gestão de projetos e leis de incentivo: Natália Simonete
Produção executiva: Wesley Cardozo
Administração: Cristina Leite
Produtores associados: Alessandra Reis, Felipe Heráclito Lima e Natália
Simonete
BIOS
Felipe Heráclito Lima - Especializado
na idealização de projeto culturais, diretor da Sevenx Produções Artísticas e
da F&F Film Productions, Felipe Heráclito Lima é ator formado pela CAL e
publicitário pela PUC-RJ. Felipe também é especializado em captação de recursos
e em gestão de recursos incentivados para grandes empresas. Esteve à frente de
projetos como "R&J" de Shakespeare (2011), de Joe Calarco,
Prêmio APTR “Melhor Produção”; Fonchito&aLua (2014), de Mario Vargas
Llosa; Mas Porquê??! A História de Elvis (2015), de Peter Shossow -
Prêmio APCA de "Melhor Musical Infantil 2015; Memórias de Adriano
(2016), de Marguerite Yourcenar; Lá Dentro Tem Coisa (2016), de Adriana
Falcão; Dogville (2018), de Lars Von Trier, e Fim de Caso (2019),
de Graham Greene, entre outros.
Rodrigo Portella - Artista cênico nascido no interior do Brasil,
diretor teatral, iluminador e dramaturgo com 45 anos de idade e 30 anos de
carreira. Escreveu 12 peças teatrais e dirigiu outras 40 obras em teatro e
vídeo. Ganhou os mais importantes prêmios de teatro brasileiro da última década
como diretor com as peças As Crianças (de Lucy Kirkwood) em 2020 e Tom
na Fazenda (de Michel Marc Bouchard) em 2018. Este último ganhou o Prêmio
da Crítica de Melhor espetáculo estrangeiro em Montreal (Canadá), no biênio
2018/2019, e os prêmios APCA (São Paulo - 2019) e APTR (Rio de Janeiro - 2018)
entre muitos outros. Rodrigo é graduado e mestre em Artes Cênicas pela
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, com doutorado em andamento.
Mestre em cinema pela Nouprodigi/Barcelona, suas obras ocuparam os principais
espaços culturais de cidades como Rio de Janeiro e São Paulo e entraram na
programação dos maiores festivais de teatro do país, circulando em mais de 90
cidades no Brasil, Argentina, Equador, Chile, França, Alemanha e Canadá.
Atualmente vive em Barcelona, é professor do curso superior do Instituto Cal de
Arte e Cultura e trabalha na produção da turnê França – Bélgica – Suíça do seu
espetáculo Tom na Fazenda, que será inaugurada no Théâtre Paris-Villette
na capital francesa.
Vera
Holtz - Vera Holtz nasceu em Tatuí, interior de São Paulo, onde iniciou
seus estudos nas artes através da música e artes plásticas. Na década de
70, após um breve período na EAD-USP, foi para o Rio de Janeiro, onde seguiu
seus estudos e estreou em 1979 com a peça Rasga coração, de Oduvaldo
Vianna Filho, com direção de José Renato – a primeira peça liberada pela
censura, durante o regime militar. Vera possui um vasto currículo composto por
trabalhos em TV, teatro e cinema. Vinte e oito vezes indicada, em 1985 ganhou o
Prêmio Mambembe de Melhor Atriz pela peça infantil Astrofolia. Em
1989, ganhou o Prêmio Shell de Melhor Atriz pela peça Um certo Hamlet.
Com a peça Pérola, de Mauro Rasi, que ficou cinco anos em cartaz e foi
vista por cerca de 200 mil pessoas, Vera conquistou quatro importantes prêmios
nacionais na categoria de melhor atriz: Mambembe, Shell, Sharp e APETESP. Em
2007, ganhou o Prêmio Mambembe de Melhor Atriz Coadjuvante por sua atuação
na novela Paraíso Tropical, de Gilberto Braga e Ricardo Linhares.
Estreou como diretora teatral em 2010, com Guilherme Leme, na peça O
Estrangeiro, de Albert Camus, monólogo adaptado pelo dramaturgo
dinamarquês Morten Kirkskov.
Yuval
Noah Harari - Nascido em Israel, em 1976, Harari é historiador, filósofo,
PhD em História pela Universidade de Oxford e autor best-seller de Sapiens:
Uma Breve História da Humanidade, Homo Deus: Uma Breve História do
Amanhã, 21 Lições para o Século 21 e Sapiens: Uma História Gráfica.
Seus livros venderam mais de 40 milhões de cópias em 65 idiomas, e ele é
considerado um dos mais influentes intelectuais públicos do mundo hoje.
Atualmente é professor do Departamento de História da Universidade Hebraica de
Jerusalém. Ele escreve artigos para publicações como The Guardian, The
Financial Times, The New York Times, TIME e The Economist. Em 2021, Harari foi
agraciado com o Prêmio Honorário da Associação de Correspondentes de Imprensa
Estrangeira dos EUA. Em 2020, recebeu o título de Doctor Honoris pela VUB
(Universidade Livre de Bruxelas) e recebeu o prêmio CITIC Author of the Year,
na China, por Sapiens: Edição em quadrinhos. Em 2019, Sapiens
ganhou o “Academic Book of the Year”, no Academic Book Trade Awards, do Reino
Unido. Em 2017, Homo Deus recebeu o German Economic Book Award da
Handelsblatt como “O livro de economia mais ponderado e influente do ano” e, em
2015, Sapiens foi vencedor do Wenjin Book Award da China.
Serviço:
“Ficções”
Data: 27 e 28 de fevereiro 2025 (sexta e sábado)
Horário: 21h
Local: Teatro Guairão (Rua Conselheiro Laurindo, 175 - Centro)
Ingressos: R$25 a R$120 pelo Disk Ingressos
Classificação indicativa: 12 anos
Duração: 80 min
Comentários
Postar um comentário